sábado, 4 de fevereiro de 2006

MISSILE COMMAND


É sabido que desde a sua invenção os videojogos são usados pelas Forças Armadas e Inteligência norte-americanas para treinar os seus militares e simular situações de guerra.

Ralph Baer, o homem a quem é creditada o primeiro sistema de videojogos doméstico, tinha trabalhado em armamento antes de se empregar na empresa de televisões Magnavox, onde inventou a Odyssey.

Diz a lenda que já em 1980 o jogo da Atari, Battlezone, terá sido usado pelo Exército dos Estados Unidos para criar um simulador de treino para o veículo de combate Bradley. Outros jogos terão sido usados para o mesmo efeito ao longo da história, especialmente os simuladores de voo, e há até quem diga que o simulador de aviação civil Flight Simulator, da Microsoft, foi um instrumento do Mal usado pelos terroristas do 11 de Setembro para ensaiarem o atentado. Em 1997, Doom foi usado pelos Marines como ferramenta de treino, e em 2004 um oficial norte-americano levantou a suspeita de que o Iraque estaria a usar peças do controlador da PlayStation 2 para criar armamento sofisticado.

Recentemente, a relação entre Forças Armadas e videojogos tornou-se bilateral, com o Exército norte-americano a comercializar o seu próprio videojogo, American’s Army, distribuído gratuitamente como forma de propaganda para aliciar jovens norte-americanos para a vida militar. Full Spectrum Warrior, da THQ, também foi criado a partir de um motor desenhado em primeiro lugar para o Exército e ganhou prémios da crítica especializada.

Os videojogos são, definitivamente, uma ferramenta importante no Pentágono. Ainda há poucos dias, o Game Politics noticiou que a Missile Defense Agency está a financiar um jogo de guerra que permite exercitar cenários de ataques nucleares aos Estados Unidos. O Pentágono convidou alguns jornalistas a participar num desses exercícios. Descubram o que aconteceu aqui.

VIDEOJOGOS NO EXÉRCITO | GO ARMY | AMERICA'S ARMY