Sábado, 9 de Junho de 2007

TIME TO KILL

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A imagem que acompanha este post pertence a Dtoider Gerald, um estudante norte-americano que se propôs criar esta tela “colaborativa” para a sua aula de Arte. Colaborativa não só porque envolveu um cúmplice, seu colega de turma, mas a ajuda de dezenas de anónimos do fórum do blog Destructoid, a quem Dtoider se dirigiu pedindo ideias para o seu projecto.

Aqui fica, na suas próprias palavras, uma descrição do processo de criação da obra (a que ele pensa baptizar de “A Time To Kill”):

“There were a lot of sleepless nights. From conception to completion, I'd say it took 200 hours or so, over the course of a month. Majority of it is acrylic paint. Heavy body gel was used on the clouds and the Mario brick path. Many individual pieces were cut out to create depth. The face, tongue, arm, and PS3 were cut from another hardboard panel and glued on the painting surface. There are also smaller pieces made that are detachable. The Mario blocks, the giant black DS stylus, the NES controller, the Mario pipe filled with handhelds, the music notes and the car (it's actually based on the Camaro used in the Transformer movie for Bumblebee) are all detachable (velcroed). I'll give you a list of all references used later. I kinda want the viewers to find out as much detail as they can on their own.
Fonte: Destructoid

A obra é maior do que aqui se pode ver. Para a ver na sua totalidade, cliquem aqui.

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

MYGAMES A 25 DE JULHO

“Rede MyGames nasce a 25 de Julho com site, revista e programa de televisão

por Hugo Real

O primeiro projecto multiplataforma da Impresa Digital vai ser lançado a 25 de Julho e consiste na rede MyGames. Sob a responsabilidade de Tiago de Sena, esta rede vai começar com um site (www.mygames.pt), uma revista (a Hype!) e um programa de televisão na SIC Radical, revelou ao M&P Carla Lourenço, directora de marketing da Impresa Digital.Apesar de ainda não estarem definidos todos os pormenores sobre esta rede, Carla Lourenço explicou que está a ser realizado "um esforço para que toda a plataforma seja lançada no Campus Party Portugal 2007", que será realizada de 25 a 28 de Julho, no Centro de Congressos da Batalha.

Seguro é que a revista vai assumir uma periodicidade mensal, terá uma equipa de seis elementos (editorias e gráficos) e terá em Nelson Calvinho o seu director editorial. A Hype! terá um preço de capa de 2,99 euros, que passa para os 4,99 quando comprada com DVD. Já o programa televisivo será semanal e terá em Diogo Beja o seu apresentador. Apesar de ainda não estar definido, este projecto poderá ser ampliado a outras plataformas como, por exemplo, o mobile, adiantou a mesma responsável. "O MyGames é um projecto multiplataforma, para o arranque vamos avançar para estes três meios e depois vamos contemplar outros", avançou Carla Lourenço.

De referir ainda que estes projectos serão lançados em conjunto com a realização do Campus Party Portugal 2007, projecto para o qual a Impresa Digital vai investir mais de meio milhão de euros. Com o patrocínio da Cisco e da Eurotex, o evento tem no AEIOU o portal oficial, contando também com o apoio do Expresso, Blitz e SIC Radical (media partners) e da Câmara Municipal da Batalha (institucional). Para este evento a Impresa Digital espera receber mais de dois mil participantes”.
in Meios & Publicidade

Desculpem lá o excesso de posts MyGames mas de facto é isto que tem sido a minha vida ultimamente. Vamos lá tentar publicar mais qualquer coisa...

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Sábado, 2 de Junho de 2007

MYGAMES: NASCIMENTO DE UMA REVISTA #3



Estamos a documentar a criação de uma redacção para uma nova revista. E isso inclui muito mais do que conhecimento enciclopédico, um teclado e ideias debitadas para o ecrã.

Isto pode não ser divertido para todos os visitantes do UN, mas pelo menos é diferente.

As “personagens” são a ex-redacção da Mega Score: eu próprio, o Frederico Teixeira, o Gonçalo Brito (que tem o mérito de editar estes vídeos) e o Jorge Vieira.

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MYGAMES: NASCIMENTO DE UMA REVISTA #2



Estamos a documentar a criação de uma redacção para uma nova revista. E isso inclui muito mais do que conhecimento enciclopédico, um teclado e ideias debitadas para o ecrã.

Isto pode não ser divertido para todos os visitantes do UN, mas pelo menos é diferente.

As “personagens” são a ex-redacção da Mega Score: eu próprio, o Frederico Teixeira, o Gonçalo Brito (que tem o mérito de editar estes vídeos) e o Jorge Vieira.

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MYGAMES: NASCIMENTO DE UMA REVISTA #1



Estamos a documentar a criação de uma redacção para uma nova revista. E isso inclui muito mais do que conhecimento enciclopédico, um teclado e ideias debitadas para o ecrã.

Isto pode não ser divertido para todos os visitantes do UN, mas pelo menos é diferente.

As “personagens” são a ex-redacção da Mega Score: eu próprio, o Frederico Teixeira, o Gonçalo Brito (que tem o mérito de editar estes vídeos) e o Jorge Vieira.

Mais episódios de seguida.

Querem ser críticos de videojogos? Há dicas aqui e aqui. Mas têm mesmo é de saber manejar o escopro e o pincel.

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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

COISINHA GIRA: BROTHERS GRIMM

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Do teste ao jogo Bad Day LA publicado na edição 139 da Mega Score retiro este trecho:

“Comparam American McGee (ele próprio um Angelino que lavava carros antes de ser descoberto por John Carmack) a Tarantino (espírito indie, apoiar projectos dos outros, como neste jogo e em Scrapland), mas Tarantino é um um rato de videoclube hardcore que conhece bem as suas referências e as recicla num gesto pós-modernista que resulta em obras-primas como “Reservoir Dogs”, “Pulp Fiction” ou “Jackie Brown”, enquanto que McGee não parecer ter mais alma de cinéfilo ou bedéfilo que de entendido na arte do entretenimento interactivo. Desde Alice não voltou a dar mostras do seu talento”.

Mas que este Brothers Grimm promete recuperar o brilho de Alice, promete. Embora estas imagens sejam por enquanto meros desenhos conceptuais. A descobrir mais aqui.

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SE QUEREM UM ENCOSTO À MANEIRA, ELAS PIMBA

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Amazonas, objectos sexuais, Mortal Kombat riot grrrll e sexploitation... Russ Meyer gostaria de andar por aqui (faltam-lhes as curvas) ou apenas algum surrado realizador europorn dos 80s?

Warriors Of Elysia é a sequela de Bikini Karate Babes.

SITE OFICIAL | TRAILER

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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

REALIDADE MAIOR QUE A FICÇÃO

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Um monstro em CGI de um qualquer filme ou videojogo? Melhor que isso: uma criatura real, bem real, fotografada entre os 300 e os 5000 metros de profundidade oceânica. Afinal, a vida ainda é bem mais estranha que a ficção.

Descobri esta criatura – chama-se Grimpoteuthis – através do incontornável blog do Clive Thompson.

Há uma galeria fotográfica destas estranhas criaturas aqui.
E um documentário fantasmagórico aqui.

E já agora vejam este jogo e este.

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DE REGRESSO

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De regresso, já não como director da Mega Score ou colaborador do jornal UM, projectos que ficaram para trás, mas como director de conteúdos da Rede MyGames, uma parceria entre a Impresa Digital e a HTV que me tem absorvido a atenção e roubado o parco tempo que tinha disponível para este blog.

Mais informações sobre o novo projecto aqui.

EDIT:
Entretanto participei num suculento colóquio sobre "Tendências do Entretenimento" na Universidade de Aveiro (desde já os meus agradecimentos públicos à organizadora, a DestaForma). A Patrícia Gouveia, que na primeira intervenção do dia elevou logo a qualidade das intervenções a uma fasquia complicada de igualar, resume com detalhe certeiro o que por lá se passou no seu blog Mouseland. E ainda por cima celebra um ano de bloganço. Parabénnnsssss!

Espera-se que venham novos posts a caminho.

Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

O QUE AS MULHERES QUEREM

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Como noutros assuntos, nem sempre o membro de uma minoria é um bom representante dessa minoria.

Num artigo do WomenGamers, Michelle Clay, que trabalha no estúdio Turbine Games, descreve a sua experiência como uma mulher numa indústria dominada por homens. A existência ou não de comportamentos descriminatórios por parte dos homens, as dúvidas e inseguranças ao papel que a sua “diferença” desempenha na progressão na carreira, são pedras de toque de um artigo muito equilibrado.

Aparentemente, nem todas as mulheres se revêem no ponto de vista de Michelle Clay. Uma das autoras do blog Game Girl Advance, Jane, sentiu-se particularmente incomodada com a possibilidade, deixada implícita por Michelle, de que ser mulher lhe possa conferir um estatuto especial e algumas vantagens na carreira – nem que esse comentário possa ter sido feito em tom de brincadeira.

Aqui está o comentário de Michelle Clay:

“I can be the only woman in a room full of men and remain oblivious of the differences in our gender. It’s like a sneaky little superpower, and I got it just by showing up and doing my job. The men here don’t get this perk. There will be times in their lives when they find themselves surrounded by women, and they’ll be the ones sweating and nervously trying to make a good impression.”
E aqui está a opinião de Jane.

“Wanting to be the only women in a group of male colleagues is a double-edged sword. If that's what you base your work happiness on, what will happen when another woman joins the team? Jealousy, and insecurity, because suddenly that which you valued is gone. I don't suggest that Michelle is advocating this; I think she's genuinely simply trying to persuade more women not to be frightened off by the male-ness of the industry. Still, I think there are some women who are drawn to the industry precisely because of its maleness.

Then there is the backlash - the feeling among some of your unkind male colleagues that you only exist there because you are a woman; and thus you are reduced to your femininity. Moreover, you become the focal point for any discussion of "what women want" - suddenly you are an expert, because you are female, and often you get put into the position of speaking for all womankind.”
Os dois artigos completos podem ser clicados já de seguida.

MICHELLE CLAY | JANE

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ELI, ELI, PORQUE QUERES ABANDONAR O CINEMA?

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UPDATE:
A propósito da notícia que deu origem a este post, a Sister Moon comenta que "já é tempo de deixar de ver o sector dos videojogos como uma forma de 'cultura bastarda', e os realizadores podem dar um contributo importante", ideia reforçada pelo The Darkside Shenmue Ruller que diz "Espero que isto seja mesmo para seguir em frente! Temos este, temos o Clint Eastwood também a produzir um jogo com a sua própria empresa, temos o Peter Jackson... o futuro afigura-se risonho!".

Acrescento eu:
...e ainda falta o John Woo, entre outros realizadores e actores.

Mas isso não significa necessariamente que o futuro seja risonho. Nos anos 90 também estava na moda meter escritores ao barulho e os resultados foram medíocres. Isto porque a maior parte não compreendeu as exigências da interactividade.

Pessoalmente vejo esta fornada de gente do cinema a vir para os videojogos como uma oportunidade, mas também como uma ameaça: quero jogos com boas histórias, mas mais interactivos, e temo que se possa passar o contrário: menos interactividade. O conceito de "cinema interactivo" nunca deu grandes resultados...



O realizador Eli Roth está interessado em criar videojogos. Numa entrevista ao Yahoo! Games, o autor de filmes de terror como "Cabin Fever" e "Hostel" confessou que o seu objectivo é fazer um jogo tão violento que levará automaticamente à aplicação das leis associadas. “Penso que os videojogos vão ser como o cinema, com as fronteiras a serem levadas cada vez mais além. E eu quero ser o gajo que vai romper essas fronteiras”.

Ainda sobre os videojogos:

"I think being a gamer, you appreciate different forms of entertainment and storytelling. There's narrative storytelling where you sit down and watch a movie, but there's active storytelling where you're inside the story. Now, the technology is at the level of the games I've always dreamed of doing. I grew up on Atari games. I had ideas for games but I thought they'd never be able to do them with those graphics. But you see what they're able to do now with videogames and the technology's really there.
(…)
They need storytellers and people with a certain fan base," said Roth. "If I can carry the Hostel fans over to the game world there's a lot of crossover. I want to be a filmmaker who can tell different stories and some of those stories are not narrative, they're interactive."
Segundo o artigo, Eli Roth tem trocado impressões com Cliffy B. o aclamado responsável por jogos como o frenético e genial Unreal Tournament ou o denso e genial Gears Of War. A match made in Heaven?

O resto da entrevista pode ser lida aqui.

ELI ROTH

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GOOGLE DE OLHO NOS VIDEOJOGOS

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A imparável Google pretende que os seus intermináveis tentáculos passem a abraçar a exploração de publicidade para lá da Internet. Segundo o Wall Street Journal, o próximo passo poderão ser os videojogos.

Segundo o jornal norte-americano, a empresa estará em conversações para comprar a Adscape Media Inc., uma companhia cuja tecnologia permite criar publicidade in game.

Recorde-se que em 2006 a Microsoft comprou a Massive Inc., outra empresa especializada em publicidade in-game, por 200 milhões de dólares.

ADSCAPE MEDIA

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

GAME BOY PUNK

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As actuações dos manipuladores de sons digitais são enquadradas por ecrãs do tamanho de paredes, projectando flashes de luz e Technicolor de pixéis gigantescos que banham os rostos não surpreendentemente adolescentes e masculinos das dezenas de geeks, programadores e ravers que encheram o The Tank, uma espécie de Galeria Zé dos Bois nova-iorquina construída num espaço vazio a curta distância de Wall Street e da Bolsa de Nova Iorque.

Existem em todo o mundo, mas a sua presença é pouco notada e insular. Alguns são músicos, outros são hackers, formados em matemáticas, em engenharias e ciências informáticas e electrónicas.
Estão a substituir as guitarras, o ProTools, os iPods, as turntables e os Macs por Game Boys, Commodore 64, Ataris, velhos computadores ou qualquer outro tipo de máquina obsoleta com um chip de som para criar o novo ruído do underground. Chama-se Chiptune o género musical que durante quatro dias reuniu no Blip Festival, em Nova Iorque, dezenas de artistas oriundos dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Suécia, Áustria, Holanda e Japão.

Este 8 bit punk, como lhe chamou um Malcolm McLaren impressionado com os ritmos arcade do Chiptune, mistura de avant-garde pop digital com reciclagem retro pós-modernista, é ou pelo menos quer ser mais do que um simples exercício de nostalgia aplicado por indivíduos apaixonados pela natureza arcaica e ingénua da primeira vaga de consolas de videojogos e computadores pessoais. Um dos organizadores do Blip Festival, Josh David (também ele um artista que compõe na sua Game Boy sob o alter-ego Bit Shifter) mantém numa entrevista ao Village Voice que não se trata apenas de um apelo nostálgico. “Tens equipamentos nunca antes considerados como instrumentos musicais a serem usados para criar música, e isso resulta numa certa dose de surpresa e interesse nas pessoas que a ela são expostas”. Para não haver confusões: as novas composições não são elaboradas a partir de sons de videojogos, mas da utilização dos chips de som de consolas de 8 bits (contra os 24 bits do ProTools) através de samplers (ou trackers), como o Little Sound DJ, um software mais sofisticado do que possa parecer e que permite pegar no sintetizador interno de consolas como a Game Boy e usá-lo para compor e reproduzir sequências musicais, misturando batidas com os “blips!” e “bóings!” da consola. O software foi criado há três anos por Role Model, um dos membros da cena Chiptune, que o distribuiu em cartuchos de Game Boy até que mais nenhum lhe sobrasse. Hoje é possível comprá-lo no eBay por valores que podem atingir os 330 dólares, ou fazer o download gratuito da ROM de uma versão incompleta no site oficial. No entanto, dependendo da plataforma e software utilizados, qualquer um pode produzir faixas de Chiptune por algo como 15 euros. É música de Feira da Ladra.

Pegar nas velhas consolas deitadas para o sótão ou lixo por suposta invalidade e compreender que há ainda ali matéria-prima latente para ser explorada define a chocante inocência que seduz o antigo manager dos Sex Pistols e auto-coroado Papa do Punk tanto como aos jovens praticantes daquilo que eles sonham ser uma “cena” ou “movimento”.
É algo mais do que simples desvario kitsch, por mais açucaradas que sejam as memórias despertadas pelas melodias lo-tech produzidas por aqueles chips pré-históricos. Para o director artístico do The Tank, Mike Rosenthal, é natural que os miúdos que cresceram com um gamepad da NES ou uma Game Boy na mão, tendo chegado à idade adulta, regressem agora à infância e aos antigos brinquedos para os decompor, transformar e criar algo novo e seu. É pegar naquilo que está à mão e é descartável e com isso criar novos idiomas. Moderno e vintage ao mesmo tempo, e por isso distribuídos tanto em MP3 MySpace como em edições vinil de autor. Música digital de garagem, impregnada de emoções e de humanidade. Suja, crua, futurista, pirata, andróide.

As batidas melódicas de Nullsleep, o electro de Aonami, o hardcore do DJ Scotch Egg (que já passou pela Zé dos Bois), a JPop dos YMCK, a electrónica experimental de Bubblyfish, o techno dançável dos Portalenz, a alegria em Hally, a folktronic de Mark DeNardo e até uma apropriada versão de “Pocket Calculator” por Glomag são novos olhares críticos sobre o papel da música e dos jogos nas nossas vidas.

A 8bitpeoples, que se define como um colectivo de músicos e artistas dedicado a explorar o estilo audiovisual de jogos e computadores pessoais de antiga geração, protege os valores da estética Chiptune e é a principal responsável pela organização do Blip Festival. Coincidindo com a realização do evento, a organização decidiu lançar a compilação “8bp050”, uma peça documental que reúne 50 dos nomes mais emblemáticos da evolução do Chiptune. Podem escutá-la aqui.

[Texto editado a partir do original publicado no jornal UM, edição 5]

BLIP FESTIVAL | 8BITPEOPLES | CHIPTUNE | INÉRCIA

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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

MAIS UMA PANTOMIMA DA SONY

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Aqui há poucos dias, várias fontes deram a notícia de que a National Academy of Television Arts and Sciences (NATAS) teria atribuído à Sony um Emmy de Tecnologia e Engenharia pelo Sixaxis, o comando da PlayStation 3 – e que, resumindo simplisticamente, permite controlar os jogos através da detecção de movimentos. Toda a gente estranhou: como é que o Sixaxis poderia ganhar o prémio ao Wii Remote, precisamente o inovador comando da Nintendo a que a Sony tentou apressada e desajeitadamante imitar?

Simples: a Sony voltou a iludir o público e o Sixaxis não ganhou Emmy nenhum. O galardão foi isso sim para o Dual Shock, o gamepad da PlayStation 2, com tecnologia de vibração que, por acaso, a Sony deixou de poder usar na terceira geração PlayStation porque a terá usado indevidamente.

Aqui está o comunicado oficial da Sony Computer Entertainment América (SCEA):

“LAS VEGAS, January 8, 2007 – Sony Computer Entertainment America (SCEA) today announced that it has been recognized by the National Academy of Television Arts & Sciences with a Technology and Engineering Emmy Award for the PLAYSTATION®3 (PS3™) computer entertainment system’s SIXAXIS wireless controller. SCEA will receive this distinguished honor at an awards presentation being held tonight at the International Consumer Electronics Show (CES) 2007 in Las Vegas.”
Mais à frente no comunicado, o CEO da SCEA, Jack Tretton, comenta:

“The overwhelming consumer demand and critical acclaim for PS3 is a testament of the platform’s strength and the industry’s desire for a true next-generation entertainment system,” said Jack Tretton, president and CEO, SCEA. “The full potential of this powerful machine has yet to be realized – what you’ve seen so far is just a taste of what will be on the table for 2007 and years to come.”
Mas como confirmou um representante da NATAS ao autor do blog Hydrapinion, Séamus Byrne:

“I understand you had contacted Cheryl Daly, Director of Communications at NATAS to confirm if Sony won for their PS3 controller. This is incorrect, Sony won for their dual shock analog controller. The award is from the Video Game Technology Group. It was nominated by our internal group and considered along with the Nintendo D-Pad both of which were considered Emmy worthy for the development of the generation of controllers that followed the classic joysticks.

I would like to confirm that Sony did not win for their PS3 controller, they won for their Dual Shock Analog controller”.
À data em que escrevo este post ainda não havia reacção da Sony Computer Entertainment. Resta saber se tudo não passou de um erro da Sony ou de uma jogada de marketing deliberada (e, nesse caso, pateta). Mas uma coisa é certa: depois de um ano inteiro em que a PlayStation foi arrastada pela lama por uma comunidade de jogadores enfurecidos com os ditos e desditos da empresa, depois de um lançamento da PlayStation 3 que está longe de ser cor de rosa, como é que a Sony volta a cometer uma argolada destas?

SIXAXIS

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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

A PEQUENA SEREIA É UMA GALDÉRIA



Os videojogos são violentos e perigosos, mas há coisas bem piores para a saúde espiritual das nossas crianças. Ora vejam.

Obrigado ao Mário pela dica.

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